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Aceitar pets não te torna pet friendly

  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura

Nos últimos anos, o termo pet friendly passou a ser amplamente utilizado por meios de hospedagem como um diferencial competitivo. A crescente presença de animais de estimação na rotina das famílias brasileiras fez com que muitos hóspedes buscassem destinos e hotéis que acolhessem não apenas pessoas, mas também seus pets. No entanto, é preciso ATENÇÃO: aceitar animais de estimação não é o mesmo que ser, de fato, pet friendly.

 

 

Ser pet friendly vai muito além de permitir a entrada de animais no seu hotel. Trata-se de uma estratégia de hospitalidade, que envolve estrutura física adequada, processos, serviços e comunicação com o hóspede.

 

Estrutura: o básico precisa estar garantido

 

Um meio de hospedagem que se posiciona como pet friendly deve oferecer condições mínimas de segurança e conforto. Isso inclui ambientes sem riscos, áreas adequadas para circulação dos animais e, sempre que possível, adaptações que minimizem acidentes e restrições excessivas. Quando o espaço não é pensado para o pet também, o hóspede precisa restringir o animal, o que compromete a experiência.

 

Equipamentos e itens de apoio

 

Comedouros, bebedouros, tapetes higiênicos, lixeiras específicas e informações sobre descarte de resíduos não são um diferencial, são itens básicos. Mesmo quando o hóspede traz seus próprios acessórios, a disponibilidade desses recursos demonstra preparo e cuidado com o posicionamento adotado pelo hotel.

 

Serviços e processos precisam ser definidos

 

Ser pet friendly também exige processos. É fundamental que existam regras claras sobre circulação, limpeza, cobrança de taxas, responsabilidade por danos e convivência com outros hóspedes que não estão viajando com pets. Além disso, a equipe precisa estar treinada para lidar com situações envolvendo animais, evitando improvisos e conflitos operacionais.

 

Comunicação: alinhar expectativa e entrega

 

Um erro comum é comunicar-se como pet friendly sem explicar o que isso significa na prática. O hóspede precisa saber quais estruturas estão disponíveis, quais são as limitações e quais cuidados são esperados pelo hotel. Quando expectativa e entrega não se encontram, a percepção de valor fica comprometida.

 

O papel do feedback na melhoria contínua

 

Por fim, hotéis que realmente adotam uma postura orientada à experiência do cliente entendem o feedback como uma ferramenta estratégica. Comentários e sugestões de hóspedes que viajam com pets são insumos importantes para ajustes, inovações e melhoria do serviço. Ignorar esse retorno é desperdiçar uma oportunidade de oferecer excelência no serviço.

 

E aí, o seu hotel é pet friendly?

 

Assumir o posicionamento pet friendly é uma decisão estratégica que precisa ser sustentada por estrutura, processos e serviços. Mais do que aceitar animais, é preciso acolher com planejamento prévio. Caso contrário, o termo se torna apenas um rótulo.

 
 
 

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Sinval

Especialista em Operações Hoteleiras

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